Na Espanha, a política catalã Ada Colau incentivou participantes de um comício, em Madri, a fazerem o sinal. “Pela esperança. Pela Palestina livre. Por Lula no Brasil”
O gesto “L de Lula” – criado pelo jornalista paranaense Mario Milani em 1989 durante a primeira campanha presidencial de Lula (PT) – além do alcance nacional ultrapassou as fronteiras brasileiras e passou a ser utilizado por personalidades e políticos internacionais em manifestações associadas à resistência à extrema direita.
O gestual, como diz Milani, ganhou repercussão em atos políticos na Europa e na América Latina e já comparados com a outros de grande repercussão com o do Paz e Amor ou V de vitória, o dos metaleiros e dos corações com as duas mãos .
Na Espanha, a política catalã Ada Colau incentivou participantes de um comício, em Madri, a fazerem o sinal. “Pela esperança. Pela Palestina livre. Por Lula no Brasil. Pela Frente Ampla no dia 29 de novembro. Vamos ganhar, companheiras”, afirmou Colau.
Mobilização
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, também citou o resultado brasileiro como inspiração para as eleições gerais do país, previstas para 29 de novembro. “Se o Brasil pôde, a Espanha pode”, declarou, acrescentando que “a virada do progressismo global acaba de começar”. Políticos e manifestantes da Argentina e da França também passaram a fazer o L de Lula.
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Na América Latina, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, também fez o “L” com os dedos ao celebrar a vitória do brasileiro durante uma coletiva de imprensa. Ela classificou o resultado como um sinal de esperança para a região. “Muitos, muitos parabéns ao presidente Lula, ao povo do Brasil. É uma lufada de ar fresco para a América Latina e o Caribe”, afirmou.

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Nas redes sociais, internautas também passaram a compartilhar imagens e comentários sobre o resultado das eleições brasileiras, associando o gesto a uma demonstração de apoio a Lula e à mobilização de setores progressistas contra a extrema direita. A repercussão internacional ampliou a presença do símbolo para além do contexto eleitoral brasileiro.
Livro
Mário Milani conta no livro “A Voz do Gesto” (Ed. Hora Pública), a história da criação do famoso gestual “L” de Lula. O próprio Lula prefaciou o livro que conta ainda com depoimentos de personagens que fizeram parte das estratégias de comunicação do PT em 1989, além de uma análise antropológica e seus métodos de identificação humana através dos símbolos e gestos linguísticos não verbais utilizados pelo homem ao longo de sua existência.
“Na época, sem dinheiro, buscamos um meio de divulgar o nome do candidato de forma simples, fácil e de baixo custo, foi quando criei o L”, conta Milani. A ideia pegou e, desde então, o gesto não verbal acompanha Lula em sua trajetória política e que agora virou um símbolo mundial de resistência e lulta.
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