PL e PSD terão 14 deputados, o PT terá oito representantes; o PP, seis; Novo, Podemos e Republicanos, três cada; MDB, dois; e PDT, um
A próxima disputa por poder no Paraná já tem endereço: a Assembleia Legislativa. PL e PSD elegeram 14 deputados cada e terão as maiores bancadas. São 28 das 54 cadeiras. Separadamente, nenhuma controla o plenário.
O RadarDigitalPR adianta que o PT terá oito representantes; o PP, seis; Novo, Podemos e Republicanos, três cada; MDB, dois; e PDT, um. Essa distribuição dá aos demais partidos espaço para influenciar a formação de maiorias, que deve ser revelado na eleição da nova mesa diretora em dezembro.
Aliados (PL, Novo e Podemos) do governador eleito Sérgio Moro (PL) somam 20 cadeiras. A maioria pode ser formada com o Republicanos (três cadeiras) e o PP (seis cadeiras) que já declarou apoio ao candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro.
Nesse caso, a base vai para 29 cadeiras, duas a mais do que a maioria simples. Por enquanto não há outra hipótese do que contar com apoio de pelo menos parte do PSD.
PT e PDT somam nove cadeiras e o MDB, duas. O perfil dos dois deputados eleitos do MDB – Anibelli Neto e Gerson Coodel – não é de oposição, que deve ficar com nove deputados e pode ser ampliada, pouco provável, com a reeleição do presidente Lula (PT). Isso não aconteceu no governo Ratinho (PSD) e não deve acontecer na batuta de Moro.
Renovação
O PL também chega fortalecido pelas votações individuais. Paulo Melo e Jessicão foram os dois candidatos mais votados para a Assembleia, com 192.409 e 131.673 votos, respectivamente. Ambos estão entre os novos integrantes da Casa.
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Há renovação, mas também continuidade. Dos 54 eleitos, 23 são novos integrantes e 31 foram reeleitos. A taxa de renovação ficou em 42,59%, abaixo dos 44,45% registrados em 2022. Entre os que permanecerão estão Ademar Traiano, Romanelli, Hussein Bakri e Gugu Bueno, todos do PSD.
Isso significa que os novos deputados encontrarão um Legislativo com lideranças experientes, relações já estabelecidas e diferentes bases regionais. A chegada de novos nomes pode alterar prioridades e métodos, mas não desmonta automaticamente a estrutura política existente.
Essa negociação tem consequências concretas. Projetos sobre impostos, serviços públicos e prioridades de investimento passam pela Assembleia. A relação entre governo e deputados ajudará a determinar quais propostas avançam, quais mudam e quais ficam pelo caminho.
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