Manir Ramalho de Oliveira ficou conhecido por carregar a Bíblia e pregar mensagens de fé em pontos tradicionais da capital paranaense
Manir Ramalho de Oliveira, conhecido popularmente como Zé da Bíblia, morreu neste sábado (22), em Curitiba. Durante décadas, ele fez parte do cotidiano da capital paranaense e se tornou uma figura reconhecida por quem circulava pelo Centro da cidade. A causa da morte não foi informada.
Com a Bíblia sempre em mãos e discursos marcados pela fé, Manir costumava ocupar espaços conhecidos de Curitiba, como a Rua XV de Novembro, a Boca Maldita e o Centro Cívico. Um dos locais onde sua presença era frequente era a Praça Nossa Senhora de Salete, nas proximidades da Assembleia Legislativa do Paraná e do Palácio Iguaçu.
A notícia da morte provocou manifestações de autoridades e lideranças que conviveram com Zé da Bíblia ao longo dos anos.
Ratinho Junior lamenta morte
O governador do Paraná, Ratinho Junior, prestou homenagem a Manir nas redes sociais e destacou a trajetória do personagem nas ruas da capital.
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“Hoje nos despedimos de Manir Ramalho de Oliveira, o querido Zé da Bíblia, personagem tão conhecido e marcante de Curitiba”, escreveu.
Ratinho Junior também ressaltou que Manir passou décadas compartilhando mensagens religiosas com os curitibanos e desejou conforto aos familiares e amigos.
Greca relembra encontros com Zé da Bíblia
O ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca também lamentou a morte. Em sua homenagem, relembrou os encontros que teve com Manir em diferentes regiões da cidade, especialmente no Paço Municipal, no Centro e nas proximidades do Palácio Iguaçu.
Segundo Greca, Zé da Bíblia costumava recebê-lo com a frase: “Rafael, seu fofinho, bonitinho!”.
O ex-prefeito afirmou ainda que Manir se tornou parte da memória afetiva de Curitiba. Greca contou que costumava parar para conversar com ele, saber como estava e receber seus abraços.
Símbolo de fé e também da luta pela Copel
A trajetória de Zé da Bíblia não ficou restrita às pregações religiosas. Ele também era conhecido pela participação em manifestações e mobilizações em defesa dos trabalhadores e da Copel.
O líder sindical Nelsão da Força publicou uma extensa homenagem após a confirmação da morte. No texto, descreveu Manir como um homem de coragem e destacou sua presença em assembleias, manifestações e atos realizados em Curitiba.
Segundo Nelsão, Zé da Bíblia carregava a Bíblia debaixo do braço e, em diversas ocasiões, também aparecia com a bandeira da Copel. Para o sindicalista, a fé religiosa de Manir se misturava ao compromisso que demonstrava com os trabalhadores e com a defesa da companhia paranaense.
Nelsão também recordou a atuação de Zé da Bíblia em locais como a Boca Maldita e a Praça Tiradentes, onde conversava com trabalhadores e defendia suas posições sobre a Copel.
Para o líder sindical, a importância de Manir ultrapassou sua presença física nas ruas. “Homens como o Zé da Bíblia não morrem. Eles ficam na memória da luta. Ficam no exemplo”, afirmou.
Uma presença que marcou Curitiba
Ao longo de décadas, Zé da Bíblia transformou sua presença constante nas ruas em uma das imagens características do cotidiano curitibano. Entre mensagens religiosas, manifestações e conversas com quem passava, Manir construiu uma relação particular com diferentes gerações de moradores da cidade.
O velório e o sepultamento ainda não tiveram informações divulgadas.
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