Onça-pintada capturada em área urbana de Foz do Iguaçu permanece no Parque Nacional do Iguaçu

Credito — Projeto Oncas do Iguacu13
Foto do dia da capitura do Tape'ỹ. Divulgação/ Projeto Onças do Iguaçu

Batizado de Tape’ỹ, animal foi solto em agosto e é monitorado por GPS; registros indicam boa adaptação à vida livre

A onça-pintada que mobilizou equipes de diferentes instituições após ser encontrada em uma área urbana de Foz do Iguaçu, no final de junho, está bem e permanece dentro dos limites do Parque Nacional do Iguaçu. O macho, batizado de Tape’ỹ, foi solto em agosto, após passar por avaliações veterinárias e receber alta da equipe técnica responsável pelo atendimento.

Desde a soltura, os deslocamentos do animal são acompanhados por meio de um colar de monitoramento por GPS. Até o momento, Tape’ỹ tem circulado exclusivamente dentro do Parque Nacional do Iguaçu, sem registros de aproximação de áreas urbanas ou propriedades no entorno.

O animal também foi registrado por armadilhas fotográficas instaladas no parque. As imagens indicam que ele está em boas condições físicas e aparentemente adaptado ao ambiente natural. Os dados obtidos pelo GPS e pelas câmeras apontam, até agora, para um retorno bem-sucedido à vida livre.

Tape’ỹ foi capturado após circular pelo bairro Três Lagoas, em Foz do Iguaçu, em uma operação conjunta que envolveu instituições brasileiras e argentinas. Após a captura, o animal permaneceu sob os cuidados da equipe veterinária do Refúgio Biológico Bela Vista, da Itaipu Binacional.

Durante o período de recuperação, a onça passou por exames clínicos e laboratoriais, recebeu tratamento para os ferimentos identificados no momento da captura e foi acompanhada diariamente. Os resultados indicaram boas condições de saúde.

Segundo as equipes responsáveis pelo atendimento, durante a permanência no Refúgio Biológico Bela Vista, Tape’ỹ manteve comportamento compatível com o de um animal silvestre, alimentou-se normalmente e apresentou condições para retornar ao ambiente natural.

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Com base nas avaliações, a equipe técnica definiu a soltura no Parque Nacional do Iguaçu como a alternativa adequada para o bem-estar do animal e para contribuir com a conservação da espécie. Antes da soltura, Tape’ỹ recebeu o colar de monitoramento por GPS, que permite acompanhar seus deslocamentos e avaliar a adaptação ao novo território.

As informações coletadas também poderão contribuir para o conhecimento sobre a utilização do território pela espécie e subsidiar futuras ações de conservação da onça-pintada na região.

A soltura foi realizada por equipes do Projeto Onças do Iguaçu, Parque Nacional do Iguaçu/ICMBio, CENAP/ICMBio, Itaipu Binacional e instituições parceiras. Após deixar a caixa de transporte, Tape’ỹ caminhou em direção à floresta e foi acompanhado visualmente até desaparecer no interior da mata.

Aparição em área urbana

O caso chamou atenção por ser considerado incomum na região. Há mais de 20 anos não havia registros confirmados de onças-pintadas na área do lago de Itaipu onde o animal foi encontrado.

Ainda não foi possível determinar a origem de Tape’ỹ ou os fatores que o levaram a percorrer uma área urbana. Durante a operação, a comunicação dos moradores foi considerada fundamental para a localização e captura segura do animal.

Após a soltura, o monitoramento indica que a onça permanece no Parque Nacional do Iguaçu e segue utilizando áreas de floresta.

Origem do nome

Tape’ỹ recebeu o nome logo após a captura. De origem tupi, a palavra significa “aquele que perdeu o caminho” e faz referência à trajetória incomum do animal, que percorreu uma área urbana antes de ser resgatado.

Agora, os dados de monitoramento mostram que Tape’ỹ voltou a percorrer as áreas de floresta do Parque Nacional do Iguaçu.


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