A deputada estadual Maria Victoria (PP) comemorou a ampliação do Teste do Pezinho no Paraná, que passará a rastrear até 51 doenças. A medida foi anunciada pelo Governo do Estado, com investimento de R$ 67,3 milhões ao longo dos próximos quatro anos.
Segundo a parlamentar, a iniciativa representa um avanço significativo na saúde infantil. “Uma conquista histórica que vai possibilitar o diagnóstico precoce, tratamento adequado e, sobretudo, vai salvar vidas”, afirmou. Maria Victoria atua desde 2015 na pauta de ampliação do número de doenças diagnosticadas pelos exames no estado.
Atualmente, o teste realizado no Paraná contempla o rastreio de sete doenças. Na terça-feira (14), a deputada se reuniu com o secretário estadual da Saúde, César Neves, ocasião em que destacou o investimento do governo estadual na área.
A deputada é autora da Lei 22.574, que ampliou o Teste do Pezinho no Paraná, adequando a legislação estadual à Política da Criança e do Adolescente (Lei 19.173/2017) e ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A norma prevê a expansão do número de doenças detectadas nos primeiros dias de vida dos bebês.
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Além disso, Maria Victoria apresentou, por anos consecutivos, emendas ao Orçamento do Estado somando R$ 25 milhões para viabilizar a ampliação do exame. Ela também é autora da lei que instituiu o “Fevereiro Lilás” no Paraná, voltado à conscientização sobre síndromes e doenças raras.
De acordo com o secretário César Neves, o Estado deve investir cerca de R$ 68 milhões ao longo de 48 meses, com repasses anuais aproximados de R$ 16,8 milhões, para estruturar a ampliação de forma escalonada. A previsão é que o rastreio ampliado comece ainda no primeiro semestre deste ano.
Neves ressaltou o papel da deputada na viabilização da iniciativa. “Faço aqui um reconhecimento público: a deputada Maria Victoria foi a grande madrinha desse projeto. Desde o início, se empenhou para que tantas crianças paranaenses fossem atendidas”, declarou.
A triagem neonatal é obrigatória e gratuita em todo o país. O exame, realizado nos primeiros dias de vida a partir de uma pequena amostra de sangue coletada do calcanhar do bebê, permite identificar doenças genéticas, metabólicas e infecciosas.
A ampliação segue as diretrizes da Lei Federal nº 14.154/2021, que expandiu o rol de doenças rastreadas pelo Teste do Pezinho. Mesmo com a regulamentação nacional em andamento, o Paraná antecipou a implementação por meio de convênio com a Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe), responsável pela execução da triagem neonatal no estado.
A iniciativa fortalece a rede de atenção à saúde materno-infantil e amplia as chances de diagnóstico precoce e tratamento adequado, contribuindo para melhorar a qualidade de vida das crianças. “Quando falamos em triagem neonatal, estamos falando de oportunidade. Cada exame realizado no tempo certo pode mudar completamente o futuro de uma criança”, destacou o secretário.
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