Parque das Aves realiza transplante de penas em ave resgatada

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Foto: Divulgação

Procedimento utiliza penas da mesma espécie e contribui para a reabilitação de animais

A equipe veterinária do Parque das Aves, em Foz do Iguaçu, realizou um procedimento especializado de implante de penas em um urutau ( Nyctibius griseus ), acolhido pela instituição. O animal foi encaminhado pelo Instituto Água e Terra (IAT) com histórico de fratura em uma das asas e apresentava penas quebradas, condição que comprometia sua capacidade de voo.

O implante de penas é uma técnica amplamente utilizada e tem como objetivo substituir temporariamente penas danificadas por penas saudáveis. O procedimento contribui para restaurar a aerodinâmica necessária para o voo, além de proteger penas novas em crescimento.

“Cada caso de reabilitação exige uma avaliação individual. Neste urutau, além do histórico de lesão, as penas quebradas comprometem sua movimentação e segurança. O implante foi indicado para auxiliar na recuperação da capacidade de voo e proporcionar melhores condições para que o animal volte a voar ou planar de forma segura”, destaca a médica veterinária do Parque das Aves, Ligia Oliva.

Técnica especializada auxilia recuperação das aves
Para realizar o procedimento, são utilizadas penas de outro indivíduo da mesma espécie. As penas são cuidadosamente selecionadas e fixadas nas estruturas remanescentes da ave por meio de técnicas específicas que garantem alinhamento e estabilidade.

Por serem estruturas formadas por queratina, assim como unhas e cabelos humanos, as penas quebradas não causam dor no animal, mas prejudicam suas funções de voo e movimentação. Ainda assim, o procedimento é realizado preferencialmente sob anestesia, permitindo maior precisão durante a manipulação e reduzindo o movimento do animal.

Após o implante, as penas passam a desempenhar temporariamente as funções das estruturas perdidas, permanecendo no local até serem naturalmente substituídas pelas novas penas em crescimento.

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Recuperação e bem-estar animal
Além de auxiliar na recuperação da capacidade de voo, o implante também reduz riscos de lesões secundárias. Em aves que não conseguem voar adequadamente, quedas podem provocar novos traumas e comprometer ainda mais o processo de recuperação.

No caso do urutau, o procedimento contribuiu para aumentar o exercício da musculatura de voo e melhorar a locomoção e qualidade de vida até o crescimento das novas penas. A equipe continua monitorando sua evolução para avaliar os resultados obtidos e os próximos passos do processo de recuperação.

A realização de procedimentos como esse faz parte do trabalho desenvolvido pelo Parque das Aves no acolhimento e cuidado de animais, reunindo conhecimentos da biologia, medicina veterinária, bem-estar animal e conservação para oferecer as melhores condições possíveis aos indivíduos sob seus cuidados.

Resgate, cuidado e educação sustentam a conservação da Mata Atlântica
Mais da metade dos animais sob cuidados humanos no Parque das Aves tem origem em resgates realizados por órgãos ambientais, após situações como tráfico, acidentes antrópicos ou perda de habitat. Ao chegarem ao Parque, esses animais passam a receber acompanhamento especializado, manejo adequado e ambientes planejados para garantir bem-estar e qualidade de vida. Esse cuidado diário se conecta a programas de conservação, reprodução e cooperação científica, que contribuem diretamente para a proteção de espécies ameaçadas da Mata Atlântica.

Ao longo da visita, esse trabalho é compartilhado com o público por meio das ações de Educação para Conservação, com mediadores presentes na trilha, sempre preparados para dialogar, despertar curiosidade e encantar visitantes de todas as idades, além das placas informativas, que proporcionam uma imersão informativa ao passeio. Mais do que um atrativo turístico, o Parque atua como um centro vivo de conservação, onde cada experiência contribui para a continuidade das ações de cuidado e proteção da biodiversidade. “Nosso propósito é conectar pessoas à Mata Atlântica de forma tão profunda que elas se tornem parceiras na conservação”, destaca a supervisora pedagógica de Educação para Conservação do Parque das Aves, Gabriela Possato.

Sobre o Parque das Aves
O Parque das Aves, que possui um centro de conservação focado em espécies da Mata Atlântica e atua no acolhimento de animais resgatados, é o atrativo mais visitado do Paraná depois das Cataratas e completou 31 anos de atuação em 2025. Como instituição privada, os visitantes promovem a continuidade do trabalho do atrativo por meio da visita ao Parque, do consumo nos restaurantes do Complexo Gastronômico (Restaurante Sabores da Floresta, Bistrô da Mata e Café da Praça) e das compras na Loja de souvenirs.


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