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Planos de governo vão atacar mazelas sociais de Foz do Iguaçu

Pré-candidatos formam as equipes que vão sistematizar as propostas para governar Foz do Iguaçu - educação integral e reconstrução da saúde são prioridades
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A educação integral, a reconstrução da saúde e o enfrentamento das mazelas sociais permeiam as propostas dos pré-candidatos a prefeito Paulo Mac Donald Ghisi (PP), Sâmis da Silva (PSDB), Joaquim Silva e Luna (PL) e Zé Elias Castro Gomes (União) e que estarão presentes nos planos de governo em discussão para administrar Foz do Iguaçu para os próximos quatro anos.

“Na Educação, as crianças precisam de um ensino em período integral, oferecendo um contraturno com esportes, música, artes-marciais, natação, etc. Além disso, pensamos no retorno das Olimpíadas do Saber, Arte e Esporte.

Com uma educação funcional, liberamos a mãe para trabalhar e estruturar sua vida profissional, sabendo que seu filho estará sendo bem formado no ambiente escolar”, disse Paulo Mac Donald.

Na próxima segunda-feira, 8, os presidentes dos partidos que integram a frente formada pelo PP, Agir, Mobiliza e Avante vão indicar dois representantes para sistematizar as propostas do plano de governo do progressista.

“A equipe tem especialistas de todos os setores. Soluções para a cidade já estão sendo pensadas desde já para uma futura reconstrução, principalmente na área da saúde. Estive em Curitiba conhecendo um método de telemedicina utilizado no Hospital Pequeno Príncipe e ele é extremamente viável de ser aplicado em nosso município”, disse o pré-candidato.

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Mac Donald acredita no legado das ações e programas que deixou na prefeitura que governou entre 2005 e 2012. “Já estamos com inúmeras ideias para fazer desta cidade novamente referência nacional, como foi um dia quando colocamos três escolas de Foz entre as dez melhores do país, construímos um hospital municipal com índices altíssimos de aprovação (e sem dívidas) e propusemos soluções e estruturação em inúmeros setores”, apontou.

Participação popular

O pré-candidato Sâmis da Silva também tem postado vídeos nas redes sociais com as obras levantadas nos governos dele (2001-2004) e seu pai, Dobrandino da Silva (MDB) por dois períodos (1985-1987 e 1992-1995). “Retornar, reconstruir e revigorar” fazem parte da premissa levada em consideração pelo grupo por Fernando Maraninchi, Joel de Lima, Valmir Griten, Lícério Santos e Elizeu Libertato – indicados pelo PSDB, MDB, CD e SD – e responsável pelo plano de governo tucano.

Além da educação integral e a conversão da saúde, Sâmis da Silva adianta que um novo plano de mobilidade urbana e a criação de um instituto de pesquisa e planejamento urbano, nos moldes do Ippuc de Curitiba, estão no horizonte do pré-candidato. “Há ações urgentes e prementes, mas Foz do Iguaçu precisa de um planejamento de médio e longo prazos já que a cidade se desenvolveu em quatro frentes: turismo, logística, serviços e comércio – e que requerem infraestrutura adequada para o pleno crescimento”, disse,

Sâmis da Silva adiantou ainda que as propostas são levadas por arquitetos, engenheiros, médicos, advogados, enfermeiros, comerciantes, empresários, professores, estudantes e por lideranças do bairros. “O grupo formado pelos partidos vai escrever as propostas e organizá-las. Eu estou conversando com as associações de moradores e também recebemos as propostas do Crea, Sebrae e de outras entidades. O nosso foco, como sempre, é a atuação forte nos bairros, elevando a significância da participação popular nas decisões das ações de governo”, disse.

Experiência de gestão

O general Joaquim Silva e Luna também está formando nesta semana o time que fará parte da elaboração do plano de governo. “Uma boa gestão vai solucionar a maior parte dos problemas atualmente enfrentados na administração pública nas áreas de saúde, educação transporte. Essa deve ser a ideia força das propostas que vão fazer parte do plano”, disse um apoiador de Silva e Luna que o acompanha nas “reuniões com as comunidades”.

A gestão feita no comando da Itaipu Binacional e na Petrobras será um dos principais flanco da atuação no general na disputa da prefeitura de Foz do Iguaçu. Seus apoiadores avaliam que Silva e Luna tem grande lastro popular pelo conjunto de obras de infraestrutura custeadas pela binacional e exemplificado pela segunda ponte entre o Brasil e Paraguai, a Perimetral Leste, a reforma e ampliação do aeroporto internacional e a duplicação do acesso ao terminal e da BR-469 (Avenida das Cataratas).

Nesta semana, os apoiadores do general terão a primeira reunião para formar a equipe do plano de governo. “Vamos organizá-lo conforme as propostas apresentadas pela população e entidades da sociedade civil organizada. Na cidade, todos sabem da experiência do general como gestor da Itaipu e da Petrobras. Ele está formulando uma série de propostas de enfretamento aos principais problemas junto com as principais prioridades para o desenvolvimento da cidade”;

Corte de despesas

O empresário Zé Elias Castro Gomes aponta a racionalização das despesas e o enxugamento da máquina pública como uma das primeiras ações que vão integrar seu plano de governo e que serão enfrentadas na prefeitura. Zé Elias aponta o que considera como “excesso de cargos comissionados” que demandam de R$ 25 a R$ 30 milhões anuais. O plano vai defender o corte de 80% desses cargos e o preenchimento dessas vagas, caso necessário, por servidores concursados.

“Vivemos em uma cidade sequestrada. Que arca com o peso da máquina pública e de quase 300 cargos comissionados, muitos dos quais ocupados por cabos eleitorais totalmente despreparados, sem a devida qualificação para as funções de necessidade pública das quais são responsáveis, ganhando mais que técnicos concursados”, analisou.

O plano de governo vai propor a resolução do que pré-candidato chama de várias das mazelas dos serviços públicos: zerar o déficit de vagas de creches, ampliar e melhorar a saúde pública e incrementar a tecnologia utilizada na segurança pública. “Vivemos uma crise de serviços básicos precários. O déficit em vagas para crianças nas creches é vergonhoso. A saúde pública está doente, sem infraestrutura adequada e atendimento de qualidade. Moramos em uma cidade turística que convive com a insegurança e o lixo nas ruas”, apontou.

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