Milicia digital
A vereadora Anice Gazzaoui (PP) disse que a coluna faz parte de uma milícia digital que objetiva macular sua atuação parlamentar e política em Foz do Iguaçu. Anice estava deveras chateada e, em partes, com a razão. A coluna publica informações cruzando fontes e, geralmente, não conversa com o outro lado. Em relação a vereadora, vamos ouvi-la mesmo que as informações possam comprometê-la.
Inverdades
Já o presidente da Câmara Municipal, Paulo Debrito (PL), disse à coluna que algumas das notas publicadas não são verdadeiras. Debrito se referiu principalmente as que tratam da eleição a Mesa Diretora do legislativo.
Proforma
O Natal das Cataratas passa a ter a organização da Fundação Cultural. A mudança foi aprovada pela Câmara de Vereadores. “Ao longo do tempo, a Fundação Cultural sempre foi encarregada de promover o Natal das Cataratas, mas não configurava no texto da lei. Na prática ela continuará fazendo o que sempre fez, apenas muda o texto da lei”, disse o líder do governo no legislativo, Dr. Ranieri Marchioro (Republicanos).
Eu agarantio
“Quero falar com você que hoje cedo ficou no ponto esperando o ônibus. A prefeitura está do seu lado. Estamos diante de uma divergência contratual com a empresa que opera o transporte. A empresa está pedindo que a prefeitura pague um valor extra”.
“Esse valor é um adicional pago aos motoristas que trabalham, fazem a cobrança da passagem. O benefício é pago pela empresa aos trabalhadores desde 2019. Ou seja, não é nada novo. Pagar isso agora, fora da regra, seria abrir uma exceção que a lei não permite”.
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“É o nosso dever resolver essa questão dentro da lei, sem atalhos. Motoristas e cobradores, quero deixar claro: o reajuste de vocês está garantido, 5% com aval do sindicato. O direito de quem trabalha não está em discussão”.
“Seguimos negociando com responsabilidade e diálogo, para que o serviço seja restabelecido o mais rápido possível” – do prefeito Silva e Luna nas redes sociais.
Ripa na xulipa
A Itaipu Binacional investiu R$ 4,6 milhões para modernizar e capacitar 180 rádios comunitárias no Paraná. O pacote inclui equipamentos, formação de 1,9 mil alunos em locução e conteúdo semanal voltado à educação ambiental.
A iniciativa reforça o papel das rádios comunitárias como canal direto com a população. Entre formação, tecnologia e sobrevivência, o projeto dá novo fôlego a um setor que há anos opera no limite.
Suspeição
A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a decoração natalina de 2025 em Foz do Iguaçu e indiciou um suspeito por contratação direta ilegal. O contrato, de R$ 2,44 milhões, foi firmado sem licitação, apesar de parecer contrário da área jurídica. A investigação apontou irregularidades na dispensa e encaminhou o caso ao Judiciário.
O episódio ganhou repercussão pelo custo elevado das peças — locadas por pouco mais de 20 dias — e acabou levando à exoneração do então presidente da fundação, Dalmont Benites. A defesa sustentou que o caráter artístico justificaria a contratação direta. A apuração, no entanto, indica possível violação às regras previstas em lei.
Armazém da Família
O deputado Beto Richa (PSDB) aproveitou o anúncio do supermercado público em Nova York e convidou o prefeito Zohran Mamdani a conhecer o programa Armazém da Família de Curitiba. Richa destacou que a rede chegou a 29 unidades, com preços até 50% abaixo do mercado – uma comparação direta com a proposta nova-iorquina.
Salgada
O deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSD) entrou em campo contra a proposta de reajuste de 19,2% na tarifa da Copel em análise pela Aneel. O kWh pode saltar de R$ 0,64 para R$ 0,76 — bem acima da inflação (4,5%). Romanelli também criticou a volta da bandeira amarela já em maio, após meses de bandeira verde.
Para ele, o impacto é direto e generalizado: atinge famílias, comércio, indústria e o campo. A Copel sustenta que a maior parte da conta é formada por encargos e custos definidos em nível federal — e que apenas cerca de R$ 2 a cada R$ 10 pagos ficam com a companhia. A consulta pública segue aberta até 22 de maio, com audiência presencial marcada para quarta-feira (29), em Curitiba.
Sem impacto
A primeira peça de propaganda do PL no Paraná, reunindo Sérgio Moro, Flavio Bolsonaro e Filipe Barros, gerou críticas pela falta de naturalidade e apelo. As inserções , exibida em TV e rádio, foram percebidas como pouco convincentes, com tom engessado e distante do eleitor. A tentativa de alinhar discurso e imagem acabou soando artificial – sem ritmo, sem conexão.
Juntos contra Moro
O deputado Arilson Chiorato (PT) escalou as críticas contra o senador Sérgio Moro (PL) na Assembleia Legislativa e encontrou eco improvável. O ex-presidente do legislativo estadual, Ademar Traiano (PSD), e o líder do governo, Hussein Bakri (PSD), endossaram as estocadas, ampliando o coro contra o senador.
A convergência entre base e oposição sinaliza articulação política para desgastar Moro, hoje bem posicionado nas pesquisas para a sucessão estadual. No plenário, o recado foi direto: o alvo, agora, é comum.
Desenrola 2.0
O governo Lula (PT) prepara o lançamento de uma nova etapa do programa Desenrola, com possibilidade de uso do FGTS para renegociação de dívidas.O ministro Dario Durigan ( Fazenda) indicou limites no uso do fundo – com saques vinculados ao valor da dívida e teto para preservar o saldo do trabalhador.
A proposta deve ser anunciada pelo presidente Lula (PT) ainda nesta semana, prevê descontos que podem chegar a 90% e foco em dívidas mais caras, como cartão de crédito, cheque especial e crédito direto ao consumidor.
Mesmo mote
O deputado Sandro Alex (PSD) – pré-candidato ao governo do Estado – usa o mesmo mote do ex-deputado Chico da Princesa (PL), do deputado Fernando Giacobo (PSD) e que próprio Sandro Alex usa até hoje: “Menos conversa. Mais resultado”.
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