PRF registra queda de 5,6% nas mortes em rodovias federais do Paraná no primeiro semestre de 2026

abordagem caminhoneiro
Foto: Divulgação/PRF

Apesar da redução no número de óbitos, acidentes e feridos aumentaram em relação ao mesmo período de 2025; imprudência segue como principal causa das ocorrências graves

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou uma redução de 5,6% nas mortes em rodovias federais do Paraná durante o primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, foram contabilizados 285 óbitos, enquanto o número de acidentes e de pessoas feridas apresentou crescimento em comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo o balanço da corporação, o estado registrou 3.918 sinistros de trânsito, alta de 7,7%, que resultaram em 4.280 pessoas feridas, aumento de 6,4% na comparação anual. Apesar da queda na letalidade, a PRF avalia que os números ainda exigem atenção devido ao crescimento das ocorrências.

As colisões frontais permaneceram como o tipo de acidente mais fatal, respondendo por 90 mortes, o equivalente a 31,6% dos óbitos registrados no semestre. Na sequência aparecem os atropelamentos de pedestres, com 56 mortes, e as colisões traseiras, responsáveis por 40 vítimas fatais. Embora representem menos de 10% dos acidentes, colisões frontais e atropelamentos concentraram mais da metade das mortes nas rodovias federais paranaenses.

A PRF destaca que a maior parte dos acidentes graves continua relacionada ao comportamento dos motoristas. Dados do levantamento mostram que 83% das mortes ocorreram em pistas secas e 69% em trechos retos, indicando que fatores como ultrapassagens proibidas, excesso de velocidade, desatenção e direção sob efeito de álcool seguem entre as principais causas das ocorrências mais graves.

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Durante o semestre, a fiscalização também resultou em 310.902 autuações por excesso de velocidade, além de 6.874 multas por ultrapassagens proibidas, 2.143 por embriaguez ao volante, 8.052 por falta do uso do cinto de segurança, 2.086 por ausência de capacete, 882 por transporte irregular de crianças e 1.646 por uso de celular ao volante.

O balanço também aponta aumento nas apreensões realizadas pela corporação. As ações da PRF resultaram em crescimento expressivo na retirada de armas de fogo, munições e medicamentos ilegais de circulação durante o primeiro semestre de 2026, com recordes em algumas dessas categorias.


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