A linha tênue entre a fé que acolhe e o fanatismo que destrói é o tema central de Se Eu Ainda Estivesse Aqui, romance de estreia do autor e ativista paranaense David Antunes. Com a pré-venda já disponível, a obra lança luz sobre a violência psicológica enfrentada por jovens LGBTQIAPN+ dentro dos próprios lares.
O livro acompanha Samuel, um adolescente sufocado pelo moralismo da própria família. Após ter seu relacionamento descoberto, ele passa a sofrer castigos físicos e é enviado a um “retiro de pecadores” — eufemismo para práticas de conversão forçada conhecidas como “cura gay”.
“Escrevi a história do Samuel para que ela sirva não como arma, mas como espelho para a nossa sociedade”, afirma o autor, que atua na política paranaense em defesa da juventude e dos direitos humanos.
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Sem suavizar as partes mais duras da realidade, a narrativa expõe o desgaste emocional do protagonista e conduz a um desfecho trágico que ecoa como denúncia e pedido de escuta para quem vive silenciado.
“O livro é um alerta. Precisamos ocupar as estantes e mostrar que o amor nunca é uma doença a ser curada. A intolerância, sim”, reforça David.
Além da trama, a obra também chama atenção para a necessidade de apoio psicológico e políticas públicas voltadas à saúde mental da juventude — pautas defendidas pelo autor em suas redes e mobilizações.
Se Eu Ainda Estivesse Aqui não é apenas uma história de amor interrompida, mas um convite à empatia e à reflexão. A pré-venda já está aberta ao público.
SOBRE O AUTOR
David Antunes (24) é paranaense, escritor, gestor público e ativista pelos direitos da comunidade LGBTQIAPN+. Em suas redes, promove debates sobre falso moralismo, precarização da juventude e renovação política. Se Eu Ainda Estivesse Aqui é seu romance de estreia.
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