Simepar explica tipos de nuvens associados a risco de tempestades no Paraná

Desenvolvimento vertical das formações é um dos principais indicativos de instabilidade atmosférica

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Foto: Gilson Abreu/ AEN

O Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) divulgou orientações sobre os principais tipos de nuvens que podem indicar a formação de tempestades, destacando que o crescimento vertical dessas formações é um dos sinais mais relevantes de instabilidade atmosférica.

Segundo o órgão, quanto maior o desenvolvimento vertical da nuvem, com estruturas que se estendem da base até grandes altitudes, maior é o potencial para ocorrência de fenômenos severos.

A classificação segue o padrão da Organização Meteorológica Mundial (OMM), que divide as nuvens em dez gêneros principais, com diversas subdivisões e combinações possíveis, o que pode dificultar a identificação precisa em campo.

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Entre as nuvens baixas, as formações do tipo Cumulus são comuns em dias quentes e úmidos, com aparência semelhante a “algodão”. Apesar de, em geral, não indicarem tempestades, podem evoluir verticalmente em condições de instabilidade. Já as Stratus formam camadas uniformes e estão associadas a tempo nublado e chuviscos leves.

As Nimbostratus, também de baixa altitude, são densas e costumam provocar chuvas contínuas, enquanto as Stratocumulus apresentam textura em blocos e indicam condições de transição no tempo.

Em altitudes médias, as Altocumulus e Altostratus podem sinalizar mudanças nas condições atmosféricas, como a aproximação de frentes frias e sistemas de baixa pressão, frequentemente associadas a aumento da umidade e possibilidade de precipitação.

Já nas camadas mais altas da atmosfera, nuvens como Cirrus, Cirrocumulus e Cirrostratus são formadas por cristais de gelo e, embora não provoquem chuva diretamente, podem indicar a chegada de instabilidades nas horas ou dias seguintes.

Entre as formações com maior potencial de risco estão as nuvens Cumulonimbus, caracterizadas por grande desenvolvimento vertical, base escura e topo em formato de bigorna. Essas nuvens estão associadas a tempestades severas, com ocorrência de chuvas intensas, descargas elétricas, rajadas de vento, granizo e, em alguns casos, tornados.

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Foto: Divulgação

O Simepar também destaca formações especiais, como nuvens funil, que podem evoluir para tornados ao tocar o solo, além das Mammatus, associadas a ambientes turbulentos, e das Pileus, que indicam forte convecção e potencial crescimento de tempestades.

De acordo com o órgão, a observação dessas características pode auxiliar na identificação prévia de condições meteorológicas adversas, embora a combinação de fatores como temperatura, umidade e vento torne a análise do céu um processo complexo.


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