A temporada de colheita, transporte, comercialização e armazenamento do pinhão começa oficialmente nesta quarta-feira (15) em todo o Paraná. A liberação vale tanto para o consumo humano quanto para uso em sementeiras.
Neste ano, o calendário foi alterado e passou a ser mais curto. Até 2025, o início da temporada ocorria em 1º de abril, mas a mudança foi definida pelo Instituto Água e Terra (IAT), com o objetivo de garantir a extração sustentável da semente e preservar o ciclo reprodutivo da araucária.
A medida também busca conciliar a geração de renda das comunidades produtoras com a conservação ambiental. Segundo o órgão, a colheita antecipada favorecia a retirada de pinhas ainda imaturas, o que pode comprometer tanto a regeneração da espécie quanto a qualidade do produto.
De acordo com especialistas, o consumo de pinhões verdes, com casca esbranquiçada e alto teor de umidade, pode representar riscos à saúde, além de ser uma prática proibida. A orientação é que sejam coletadas apenas pinhas maduras, que apresentam coloração mais escura e caem naturalmente das árvores.
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A mudança está prevista na Instrução Normativa nº 03/2026, que passou a regulamentar a exploração do pinhão no Estado, substituindo normas anteriores e alinhando a legislação estadual às diretrizes federais.
O descumprimento das regras pode resultar em multa de R$ 300 a cada 50 quilos apreendidos, além de responsabilização por crime ambiental. A fiscalização será realizada por agentes do IAT, com apoio do Batalhão de Polícia Militar Ambiental.
A cadeia produtiva do pinhão tem relevância econômica no Paraná, movimentando R$ 25,7 milhões em 2024, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral). Municípios como Pinhão, Inácio Martins, Turvo, Guarapuava e Prudentópolis estão entre os principais produtores do Estado.
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