Cinco suspeitos de participação no mega-assalto a instituições financeiras em Santa Rita, no departamento de Alto Paraná, no Paraguai, foram presos durante uma operação conjunta das forças de segurança paraguaias. A ação é resultado das investigações sobre o ataque ocorrido na madrugada de terça-feira (16), quando um grupo fortemente armado invadiu três agências bancárias e uma casa de câmbio na cidade.
As prisões ocorreram em diferentes localidades durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Ontem, quinta-feira (18), dois homens foram presos, incluindo um brasileiro de 23 anos, um paraguaio de 30 anos e uma paraguaia de 34 anos. As prisões ocorreram em uma casa em Minga Guaçu, há 30 km de Foz do Iguaçu. No local foram encontradas armas, dinheiro, mas não do assalto aos bancos, e equipamentos utilizados para furar pneus.
Outros dois homens tinham sido presos na quarta-feira (17) pelo crime. De acordo com as autoridades paraguaias, os detidos são investigados por suspeita de prestar apoio logístico e de integrar a organização criminosa responsável pela ação.
Relembre o caso
O ataque mobilizou mais de 20 criminosos, que utilizaram fuzis e explosivos para invadir as agências do Banco Familiar, Banco GNB e Banco Ueno, além de uma casa de câmbio. Durante a ofensiva, duas funcionárias e um vigilante foram feitos reféns em uma das instituições. Também houve troca de tiros com equipes da Polícia Nacional do Paraguai.
Na fuga, os assaltantes incendiaram veículos para bloquear os acessos à cidade e espalharam pregos nas rodovias, dificultando a perseguição policial. As autoridades ainda investigam o valor levado pelo grupo e não descartam a participação de criminosos estrangeiros, incluindo brasileiros.
As investigações continuam para identificar e localizar os demais envolvidos no crime. Equipes da Polícia Nacional, do Ministério Público paraguaio e de unidades especializadas seguem realizando diligências e analisando provas recolhidas durante a operação.
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