Mega-assalto a bancos espalha terror e mobiliza forças de segurança em Santa Rita, no Paraguai

Grupo fortemente armado atacou instituições financeiras, explodiu agências bancárias, rendeu policiais e bloqueou acessos ao município durante a fuga

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Sede do Banco GNB. Foto: Polícia Nacional do Paraguai

Um ataque de grande proporção mobilizou as forças de segurança do Paraguai na madrugada desta terça-feira (16). Mais de 20 criminosos fortemente armados invadiram o município de Santa Rita, no departamento de Alto Paraná, explodiram agências bancárias, renderam policiais e incendiaram veículos para bloquear os acessos à cidade durante a fuga.

Segundo informações da Polícia Nacional do Paraguai, a ação teve início por volta das 2h e teve como alvos as agências do Banco Familiar, Banco GNB e Banco Ueno, além da Casa de Câmbio Santa Rita. Antes dos ataques, os criminosos neutralizaram uma equipe da 18ª Delegacia que realizava patrulhamento na região.

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Sede do Banco Familiar, uma das principais instituições bancárias do Paraguai. Foto: Polícia Nacional do Paraguai

Durante a ofensiva, o sargento Leonardo Acosta foi rendido e teve um fuzil da corporação levado pelos assaltantes. Outros policiais conseguiram deixar a viatura e trocaram tiros com a quadrilha a partir das margens da rodovia.

Os criminosos utilizaram explosivos para destruir as estruturas do Banco Familiar e do Banco GNB. As autoridades paraguaias ainda apuram se houve subtração de valores das instituições financeiras. No Banco Ueno, duas funcionárias e um vigilante foram feitos reféns durante a invasão, mas, conforme relato do gerente da agência, nenhum dinheiro foi levado.

A quadrilha também invadiu a Casa de Câmbio Santa Rita. No local, peritos localizaram um artefato explosivo que não chegou a ser detonado. Segundo os responsáveis pelo estabelecimento, nenhum valor ou objeto foi roubado.

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Sede do Banco Ueno. Foto: Polícia Nacional

Na fuga, os assaltantes incendiaram dois veículos nas entradas norte e sul de Santa Rita e espalharam pregos nas rodovias para dificultar a perseguição policial. Após o ataque, o Sistema de Emergência da Polícia Nacional emitiu alerta máximo e mobilizou equipes de diferentes departamentos, incluindo Caazapá, Caaguazú e Itapúa, para reforçar as buscas.

Peritos, investigadores e representantes do Ministério Público também foram deslocados para o município. Pela complexidade da ação, as autoridades paraguaias tratam o caso como um ataque de alta sofisticação, executado por um grupo criminoso altamente organizado, que utilizou armamento pesado, explosivos e estratégias para neutralizar as forças de segurança e dificultar a resposta policial.


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