Reportagem de Malu Gaspar, de O Globo, mostra atuação de Filipe Barros sobre CVM, Banco Central e Previc durante a crise do Banco Master
A atuação do deputado federal Filipe Barros (PL-PR) em temas ligados ao Banco Master não terminou com o projeto de lei semelhante à chamada “Emenda Master”. Nos meses seguintes, o parlamentar paranaense passou a apresentar requerimentos e promover audiências envolvendo órgãos que analisavam processos centrais para o futuro da instituição controlada por Daniel Vorcaro.
As articulações incluíram, anota Bruno Soares no Plural, a disputa da Ambipar na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) às discussões sobre a liquidação do banco no Banco Central.
Reportagem publicada nesta quinta-feira (12) pela jornalista Malu Gaspar, de O Globo, mostra que Barros, hoje pré-candidato ao Senado pelo Paraná, acionou a CVM, o Banco Central e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) durante a fase mais crítica da crise enfrentada pela instituição financeira.
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A movimentação ocorreu depois da apresentação de um projeto de lei protocolado por Barros em novembro de 2024 para elevar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A proposta reproduzia o conteúdo da chamada “Emenda Master”, apresentada anteriormente pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI).
Segundo a Polícia Federal, no âmbito da Operação Compliance Zero, a emenda de Ciro foi elaborada por pessoas ligadas ao banco. A ampliação da cobertura do FGC era apontada como uma medida que poderia beneficiar o modelo de captação da instituição. O projeto apresentado por Barros foi retirado de tramitação em fevereiro de 2025.
Questionamentos surgem durante caso Ambipar
Em junho de 2025, Barros apresentou requerimentos para ouvir o então presidente da CVM, João Pedro Nascimento, na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, presidida pelo próprio deputado. A audiência ocorreu no mês seguinte, quando a autarquia analisava processos relacionados à Ambipar.
Segundo a reportagem, técnicos da CVM sustentavam que fundos ligados ao Banco Master, ao empresário Nelson Tanure e ao controlador da Ambipar, Tercio Borlenghi Junior, haviam atuado de forma coordenada em operações que contribuíram para uma valorização de 863% das ações da companhia entre junho e agosto de 2024.
Leia a íntegra da reportagem no Plural
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