A Itaipu Binacional, a Receita Federal e o Itaipu Parquetec assinaram, nesta terça-feira (1º), em Brasília, um convênio para a ampliação da Operação Muralha Inteligente, iniciativa voltada ao monitoramento e ao combate aos crimes na região da Tríplice Fronteira. Com aporte de R$ 19,9 milhões, dos quais R$ 1,4 milhão serão de contrapartida do Itaipu Parquetec, os investimentos da binacional em ações de segurança pública na região ultrapassam R$ 220 milhões desde 2023.
O novo acordo dá continuidade à cooperação tecnológica e operacional entre as instituições e prevê a instalação de até 50 novas câmeras de monitoramento, o repasse de até dez drones por ano para uso tático, a capacitação de 120 servidores em pilotagem de drones e o desenvolvimento de softwares para fortalecer as operações de vigilância e repressão ao crime. A cobertura prioritária será concentrada na Ponte da Amizade, na Ponte da Integração e em rotas secundárias utilizadas para circulação de mercadorias ilícitas.
Segundo o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, a parceria reforça a estratégia de integração entre os órgãos públicos no enfrentamento à criminalidade de fronteira. Ele destacou que a segurança pública depende cada vez mais de inteligência, tecnologia e atuação coordenada entre as instituições.
A primeira fase do projeto, executada entre 2021 e 2025, resultou na instalação de 53 câmeras de rastreamento de veículos, 16 câmeras de reconhecimento facial, na implantação do Sistema de Monitoramento de Aduanas (SMA), no uso intensificado de drones táticos e em ações de capacitação e desenvolvimento de ferramentas digitais de apoio às operações.
De acordo com os dados apresentados no ato de assinatura, a atuação integrada da Receita Federal permitiu, nos últimos cinco anos, a apreensão de R$ 2,83 bilhões em mercadorias contrabandeadas ou descaminhadas, além de 1.160 veículos utilizados no transporte de drogas, armas e outros produtos ilícitos. Entre 2024 e 2025, mais de 32 toneladas de entorpecentes foram retiradas de circulação, com prejuízo estimado em R$ 560 milhões ao crime organizado.
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A segunda etapa da Operação Muralha Inteligente terá vigência de 60 meses e deve incorporar recursos de inteligência artificial aos processos de monitoramento e análise. A proposta é consolidar o sistema de vigilância inteligente na fronteira, ampliar a cooperação entre órgãos de segurança e fortalecer a capacidade de resposta do poder público diante das atividades ilegais na região.
A iniciativa integra uma estratégia mais ampla de apoio à segurança pública na área de influência da Itaipu, com investimentos em tecnologia, infraestrutura, logística e capacitação, em parceria com instituições como Marinha, Exército, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e forças estaduais. O objetivo, segundo a binacional, é proteger a usina, o Lago de Itaipu, as comunidades do entorno e a soberania na faixa de fronteira.
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