Motorista acusado de matar professora em acidente na contramão será julgado em Foz do Iguaçu

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Foto: Reprodução Rádio Cultura

Laudelino Nogueira responde por homicídio duplamente qualificado; julgamento pelo Tribunal do Júri ocorre nesta terça-feira (8)

O motorista Laudelino Nogueira, de 63 anos, será julgado nesta terça-feira (8) pelo Tribunal do Júri de Foz do Iguaçu, acusado de provocar a morte da professora e servidora pública Ana Lúcia Teles Batista, de 41 anos. O caso ocorreu em julho de 2025 e envolve uma colisão na Avenida Maceió, no bairro KLP.

Ana Lúcia trafegava de motocicleta pela via quando foi atingida frontalmente pelo veículo conduzido pelo acusado. O acidente aconteceu no dia 16 de julho de 2025, por volta das 18h20. A vítima sofreu politraumatismo grave e morreu em decorrência dos ferimentos.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), Laudelino dirigia um Citroën C3 após consumir bebida alcoólica, sem possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e em velocidade incompatível com as condições da via.

Ainda conforme a acusação, o motorista realizou uma ultrapassagem em local proibido e invadiu a pista contrária, atingindo a motocicleta conduzida por Ana Lúcia. O veículo também teria atingido um Chevrolet Onix que trafegava regularmente pela avenida.

O Ministério Público denunciou o motorista por homicídio qualificado por dolo eventual, com as qualificadoras de perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima. Para a Promotoria, o conjunto de condutas teria demonstrado que o acusado assumiu o risco de provocar uma morte.

A acusação também sustenta que Ana Lúcia foi surpreendida pelo veículo que trafegava na contramão, o que teria reduzido a possibilidade de reação diante da colisão.

O MP-PR pediu ainda que, em caso de condenação, seja estabelecido valor mínimo de R$ 100 mil para reparação dos danos causados à família da vítima.

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Defesa contesta responsabilização além da medida da culpabilidade

A defesa de Laudelino não nega que o acusado deva responder pelo acidente, mas sustenta que eventual punição deve observar os limites de sua responsabilidade criminal.

O advogado Cleber Lins afirmou que a defesa apresentará seus argumentos durante o julgamento e que confia na atuação dos jurados e no Poder Judiciário.

A família de Ana Lúcia é representada pela advogada Ivonete da Rosa, que atua como assistente de acusação. A defesa da família sustenta que as provas reunidas no processo demonstram que o acusado dirigia na contramão, em alta velocidade, sem habilitação e sob efeito de álcool.

Segundo a assistência de acusação, essas circunstâncias demonstrariam que o motorista assumiu o risco de provocar uma morte. A família afirma buscar justiça, e não vingança, e espera que o julgamento contribua para responsabilizar o acusado dentro do devido processo legal.

Julgamento

O Tribunal do Júri deverá analisar as provas reunidas no processo e os argumentos apresentados pela acusação e pela defesa antes de decidir sobre a responsabilidade criminal do réu.

O caso ganhou repercussão em Foz do Iguaçu após a morte de Ana Lúcia, que voltava do trabalho quando sofreu o acidente. Imagens de câmeras de segurança registraram a colisão na Avenida Maceió.


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