Novo Trevo do Charrua prevê viaduto, marginais e ciclovias e reconexão das regiões Norte e Central de Foz

Pré-projeto apresentado nesta terça-feira (16) em audiência pública propõe nova ligação sobre a BR-277 para melhorar a mobilidade urbana

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Foto: Projeto para reabrir o Trevo do Charrua/ Divulgação

A Prefeitura de Foz do Iguaçu apresentou, durante audiência pública realizada nesta terça-feira (16), o conceito preliminar do projeto para reativar a ligação entre as regiões Norte e Central da cidade por meio da reconstrução do Trevo do Charrua. A proposta busca solucionar um dos principais gargalos da mobilidade urbana criados após o fechamento do acesso, em 2019, durante as obras de modernização da BR-277.

Segundo os estudos técnicos, o novo sistema viário permitirá que veículos atravessem os dois lados da cidade sem interferir no fluxo de longa distância da BR-277, aproveitando parte da infraestrutura existente e incorporando novos dispositivos de acesso.

Projeto prevê viaduto, marginais e ciclovias

O conceito apresentado inclui a construção de um viaduto elevado para manter o tráfego contínuo da rodovia federal, além de novas alças de acesso, pistas marginais, ciclovias e áreas destinadas à circulação de diferentes modais de transporte.

A proposta também prevê a reorganização dos acessos existentes, com o objetivo de reduzir o tempo de deslocamento, melhorar a fluidez do trânsito e aumentar a segurança viária para motoristas, ciclistas e pedestres.

Fechamento do trevo impactou moradores

O Trevo do Charrua foi fechado no fim de 2019 com a implantação do viaduto da Avenida Costa e Silva sobre a BR-277. A intervenção eliminou cruzamentos em nível e ampliou a capacidade da rodovia, principalmente para o transporte de cargas em direção à Ponte Internacional da Amizade.

Por outro lado, o fechamento interrompeu uma das principais ligações entre as regiões Norte e Central de Foz do Iguaçu, obrigando milhares de motoristas a percorrer trajetos mais longos diariamente e concentrando o fluxo em outros acessos da cidade.

Estrutura existente poderá reduzir custos

De acordo com os estudos preliminares, o projeto foi concebido para aproveitar parte da infraestrutura já implantada na BR-277, o que poderá reduzir os custos de execução da obra e minimizar impactos ambientais.

Além de restabelecer a conectividade urbana, a proposta pretende impulsionar o desenvolvimento econômico das áreas diretamente afetadas pelo fechamento do antigo trevo, facilitando o deslocamento de moradores, trabalhadores, estudantes e comerciantes.

População participou da discussão

Durante a audiência pública, realizada no auditório do Corpo de Bombeiros da Vila A, moradores, empresários, representantes de entidades e lideranças comunitárias puderam conhecer o conceito preliminar do projeto e apresentar sugestões.

Segundo a Prefeitura, as contribuições da população serão analisadas pela equipe técnica e poderão ser incorporadas antes da elaboração do projeto executivo. Somente após a conclusão dos estudos, dos ajustes técnicos e da formalização de convênio com o Governo do Paraná será possível avançar para a execução da obra.


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