Eleições 2026: Ratinho Júnior dá uma ‘chinchada’ em Sergio Moro

ratinho e moro
Governador foi para o ringue para confrontar o senador (Imagem ilustrativa IA)

Governador se manifestou sobre o senador no horário eleitoral com vídeo repercutido e impulsionado nas redes sociais

“Hoje fica ainda mais claro quem é você, Moro. Você não só não acaba o que começa, como também deixou o cargo de juiz, deixou o cargo de ministro no meio da pandemia e agora quer deixar pela metade o seu mandato de senador, na qual você fez pouco e nada praticamente pelo Estado. Fala em cortar mordomias e foi o senador que mais gastou em viagens e usou dinheiro público para comprar roupas e objetos pessoais. E o pior, você mesmo na entrevista da RPC reconhece ter recebido dinheiro público de auxílio moradia quando você não precisava receber, pois não residia naquele endereço”.

Essas são algumas das expressões usadas nesta quarta-feira, 16, pelo governador Ratinho Júnior (PSD) em vídeo no horário eleitoral e impulsionada nas redes sociais contra o senador Sérgio Moro (PL) que desde o início da campanha eleitoral em agosto alude ter apoio de Ratinho Júnior na disputa do governo do Paraná nas eleições de outubro.

Ratinho Junior disse que o senador usa uma publicação de sete anos para simular uma proximidade que já não existe — e desmonta o discurso de quem promete combater privilégios, mas usufruiu deles; condena abandonos, mas deixou cargos pelo caminho; e tenta usar como aliado quem declara abertamente não votar nele.“Eu não apoio e não voto em Sergio Moro”, reitera o governador que rechaça a tentativa do senado em transformá-lo em cabo eleitoral.

Quem é você?
A resposta atinge justamente o ponto que Moro tenta explorar nesta campanha: aproximar-se da popularidade do atual governador, apesar de Ratinho apoiar Sandro Alex (PSD) para sua sucessão. Recentemente, a campanha de Sandro obteve direito de resposta após questionar o uso de manifestações antigas do governador como se representassem um apoio atual ao candidato do PL.

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Ratinho aproveitou o episódio para construir uma lista de rupturas e abandonos atribuídos ao senador. Citou a saída da magistratura, a exoneração do Ministério da Justiça durante a pandemia e, agora, a tentativa de interromper o mandato no Senado para disputar o Governo do Paraná.

Para o governador, não se trata apenas de mudar de cargo. Trata-se de não terminar o que começa. “Você deixou o cargo de juiz, deixou o cargo de ministro no meio da pandemia e agora quer deixar pela metade o mandato de senador, no qual fez pouco ou quase nada pelo nosso Estado”, disparou.

Contradições
O vídeo também levou para o centro da campanha temas que Moro preferiria manter nas laterais. Ratinho questionou os gastos do senador com viagens e recursos públicos e recordou o auxílio-moradia recebido pelo ex-juiz, mesmo quando possuía imóvel próprio em Curitiba. Em recente sabatina na RPC, Moro admitiu ter recebido o benefício e o definiu como uma espécie de complemento salarial. Dados oficiais do Senado registram mais de R$ 440 mil em recursos utilizados pelo parlamentar somente em 2026, incluindo cotas e gastos externos. Senado Federal

Ratinho Júnior também afirmou que Moro votou pela indicação de Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal. A afirmação tornou-se munição eleitoral justamente porque Moro tenta se apresentar como adversário do PT e crítico do Supremo Tribunal Federal.

O governador ainda resgatou o caso dos agricultores paranaenses presos durante a Operação Agro-Fantasma, conduzida quando Moro era juiz federal. Os acusados acabaram absolvidos anos depois. No vídeo, Ratinho usou o episódio para confrontar a imagem de defensor do campo cultivada pelo senador durante a campanha.

Acorda, Paraná
Ratinho acusa Moro de tentar vestir uma aliança que já não existe. O post antigo, que deveria funcionar como aval, acabou servindo de prova da distância percorrida entre os dois. A admiração virou rompimento. O antigo elogio virou arrependimento público.

Ao final, o governador vinculou diretamente a continuidade de sua administração à candidatura de Sandro Alex. Citou obras retiradas do papel, defendeu experiência administrativa e alertou contra o que chamou de “aventuras ideológicas”. “Acorda, Paraná. Está na hora de investigar e ver quem é quem nessa campanha”, afirmou.


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