O brasileiro Almir de Brum da Silva, sequestrado em fevereiro deste ano no Paraguai, conseguiu escapar do cativeiro após mais de quatro meses sob poder de um grupo armado e já está novamente com a família. A informação foi confirmada pelo pai da vítima, Valmir de Brum, que relatou que o filho caminhou por cerca de cinco dias pela mata até encontrar uma pessoa que pudesse ajudá-lo.
Segundo familiares, Almir conseguiu contato telefônico após pedir um celular emprestado a um morador que passava pela região onde havia chegado depois da fuga. A partir da ligação, a família foi até o local para buscá-lo, encerrando um período de mais de 100 dias de incertezas sobre seu paradeiro.
De acordo com o relato do pai, não houve qualquer negociação para a libertação nem pagamento de resgate aos sequestradores. A família afirma que o grupo responsável pelo sequestro nunca apresentou exigências financeiras durante o período em que o brasileiro permaneceu em cativeiro.
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Almir havia sido sequestrado em 20 de fevereiro enquanto trabalhava em uma propriedade rural no departamento de Canindeyú, no Paraguai. O crime foi atribuído ao autodenominado Exército Popular Paraguaio (EPP), grupo armado que atua em áreas rurais do país. Desde então, autoridades paraguaias e familiares acompanhavam o caso sem informações concretas sobre a localização da vítima.
Segundo a família, durante o período em que esteve sob vigilância, Almir permaneceu em uma região montanhosa e era monitorado por um grupo de seis a oito pessoas. Apesar do desgaste físico e emocional provocado pelo cativeiro, ele não teria relatado maus-tratos.
A notícia do reencontro teve repercussão no Paraguai e foi celebrada por autoridades do país. Com o retorno ao convívio familiar, a expectativa agora é pela recuperação física e psicológica do brasileiro após meses de desaparecimento.
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